Muitos arquitetos ainda tratam a climatização como uma etapa complementar do projeto. O layout é definido, a aprovação é encaminhada e só depois alguém pensa em como instalar o sistema de ar-condicionado. Na prática, isso costuma gerar retrabalho. Em clínicas e estabelecimentos de saúde, climatização vai muito além de escolher um split ou definir quantos BTUs serão necessários. Dependendo da atividade desenvolvida, o projeto pode exigir renovação de ar, exaustão, insuflamento, filtragem e até controle de pressão entre ambientes. E tudo isso ocupa espaço. Forros, shafts, áreas técnicas, drenos e passagens para dutos precisam ser previstos enquanto o projeto ainda está sendo desenvolvido.

O maior erro acontece antes do projeto executivo

Durante muitos anos foi comum deixar a climatização para depois. O problema é que, quando o engenheiro mecânico entra apenas na fase executiva, muitas decisões arquitetônicas já foram tomadas. Às vezes falta altura de forro. Outras vezes não existe espaço para passagem dos dutos. Ou simplesmente não há local para manutenção dos equipamentos. Quanto mais cedo essa compatibilização acontece, menores tendem a ser os retrabalhos.

Split não resolve tudo

Outra confusão bastante comum é acreditar que instalar um aparelho de ar-condicionado resolve todas as necessidades do ambiente. Na realidade, climatizar e renovar o ar são processos diferentes. Dependendo da atividade realizada na clínica, pode ser necessário prever sistemas específicos de insuflamento, exaustão ou filtragem. Por isso, a escolha do sistema deve considerar muito mais do que a área do ambiente.

O que o arquiteto precisa fazer?

O arquiteto não precisa dimensionar um sistema de climatização. Mas precisa entender quando esse sistema interfere diretamente no projeto. Algumas perguntas já fazem toda a diferença:

  • Esse ambiente gera contaminantes?
  • Existe espaço para equipamentos e manutenção?
  • O forro comporta os dutos necessários?
  • Vale a pena envolver um engenheiro mecânico antes de finalizar o layout?

Essas decisões podem evitar adaptações caras durante a obra e resultar em um projeto mais eficiente.